Desde criança eu já era atraído para “as coisas de Deus”. Depois que recebi a Primeira Eucaristia, comecei a participar da comunidade, no lugar onde morava, auxiliando nos encontros de catequese. Até receber o Sacramento da Crisma, a minha adolescência toda foi de envolvimento com trabalhos na Igreja. Contudo, infelizmente, me afastei das minhas práticas religiosas e acabei por participar esporadicamente de missas, mas isso quando os amigos chamavam.
Pela Graça de Deus, numa terça-feira, no ano de 1998, participei de um grupo de oração na Paróquia São João Evangelista, em Ibaté/SP, minha cidade natal, onde depois retornei e engajei-me com afinco no grupo de jovens e na catequese. Da mesma forma que muitos jovens, senti o desejo de descobrir se realmente eu tinha vocação para vida religiosa. Desta forma, participei de vários encontros vocacionais, dentre eles na Comunidade Canção Nova, no seminário Franciscano Capuchinho e no da nossa Diocese. Acredito que por providência divina, no ano de 2002, depois de quatro anos no caminho vocacional, ingressei na Comunidade Católica Alpha e Ômega, em Matão/SP, onde me consagrei como leigo celibatário em 2006. Hoje, a caminho do sacerdócio, estou cursando o segundo ano do curso de Teologia em Campinas/SP.
Contudo, quero destacar que nestes nove (9) anos de experiência na Vida Consagrada em uma Nova Comunidade, aprendi muitas coisas e amadureci muito a minha vocação. Estando na Comunidade Alpha e Ômega, fui missionário, na cidade de Arealva - Diocese de Bauru durante quase três anos e, também, na cidade de Chavantes - Diocese de Ourinhos, na qual morei dois anos. Na cidade de São Carlos, mesmo estando no curso de filosofia, também pude experimentar da graça que é a vida missionária.
Primeiramente, quando se pensa em ser missionário, pode-se correr o risco de achar que se é aquela pessoa que tudo sabe sobre Deus. No entanto, muitas vezes, Deus mesmo, como exímio pedagogo, colocou-me no meu lugar, fazendo-me ver que ainda assim, com este chamado tão belo, fui muitas vezes o primeiro a ser evangelizado pela vida e testemunho do “povo de Deus”, que com suas lutas, sofrimentos e desejo do sagrado mostraram-me o que é ser um missionário.
Com certeza levarei no meu coração, na minha vida pessoal e vocacional, muitas pessoas que conheci e muita coisa boa que aprendi. Acredito piamente que os laços que são firmados na presença de Deus são eternos, e estes deixam, sempre, marcas visíveis de saudade. Ser missionário é, antes de tudo, aprender com Deus e com a vida do nosso próximo.
Marcelo Francelin
Consagrado Comunidade Alpha e Ômega
Aluno do 2º Ano de Teologia – Diocese de São Carlos/SP
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