
Caríssimos irmãos, paz e bem.
O meu nome é Mauro, sou de Minas Gerais, o sétimo filho de 10 filhos de uma família com educação Católica. Fui criado neste ambiente, fiz a primeira Eucaristia, o Crisma e depois...
Aos 14 anos conheci o álcool, o tabaco e descobri também que tinha tendências ao homossexualismo. Não só foi uma descoberta como foi também a vida que passei a ter a partir daí. Conheci novas pessoas, estudando, trabalhando e isto durou aproximadamente 19 anos.
Muitos sofrimentos principalmente por parte dos meus familiares, querendo ou não também conviviam com aquela realidade, já que moro em uma cidade pequena e todos me conhecem.
No ano de 1991, descobrimos que o meu pai (meu ídolo) estava com câncer no intestino e a doença o consumiu em apenas 1 ano.
No princípio de 93 o meu pai veio a falecer e como o álcool já era o meu "grande amigo", perdi a vontade de viver; apenas mais uma desculpa. Conheci uma pessoa aidética e passei a ter um relacionamento amoroso com ela, pois assim teria a oportunidade de contrair o vírus e poder encontrar com o meu pai (esta era a visão espírita que eu tinha).
Os anos se passaram e com o tempo o sofrimento foi aumentando, pois várias pessoas faziam parte do meu convívio familiar. Faltava ALGO para mim.
Em fevereiro de 98, perdi o emprego de 12 anos e assim desisti mesmo de viver. Em junho deste mesmo ano, fui convidado a morar com uma de minhas irmãs e os filhos, pois, o seu esposo iria fazer uma viagem a trabalho. Foi durante a copa do mundo e no dia do primeiro jogo da seleção, saímos para comemorar e logo após, decidi que não queria mais viver. Pensava e verbalizava que a solução era o suicídio.
Eu chorava muito e pedi ajuda aos meus familiares que estavam comigo. Informaram-me que no dia seguinte (dia de Corpus Christi) haveria um grande louvor da RCC e que me levariam. Durante a noite sonhei que nunca mais iria beber (primeiro batismo no Espírito). Pela manhã, com muita ressaca, fui levado ao Louvor e aí, não teve mais volta e nem sofrimento. Pessoas desconhecidas até então para mim, louvavam ao Deus que passei a conhecer naquele dia. Um jovem me contou a história das "pegadas na areia" e me disse: ... No momento que você mais precisou de Jesus, Ele o carregou nos braços.
Foi só alegria, muito choro, muita oração, muita unção. À noite, alguns amigos foram à casa de minha irmã e assim aprendi a rezar o Terço Mariano. Um mês depois conheci a sede da Canção Nova, visitei a Basílica de Aparecida do Norte. No mesmo mês tive a experiência de vivenciar um retiro em um final de semana e ali, depois de muita oração, decidi junto de Deus a viver como celibatário para o resto de minha vida. O meu corpo só poderia pertencer a Ele. Estava desempregado, mas o Deus da Vida estava me moldando.
Em novembro de 99 comecei a trabalhar, tive a oportunidade de conhecer novas pessoas, vivi 4 anos em Comunidades Católicas de Vida onde trabalhávamos com o atendimento a pessoas dependentes químicas.
Fiz também a minha consagração a Nossa Senhora (como escravo em Jesus, por Maria).
Depois deste tempo retornei para a casa de minha mãe, fui novamente contratado na mesma Empresa anterior e hoje, vivo aquilo que Deus tem mandado a cada dia. Depois de 10 anos de caminhada, tenho minhas dificuldades, mas elas acabam passando. Tenho tido a oportunidade da Eucaristia diária e é o que tem me sustentado de pé.
Este é um pequeno relato de minha vida e posso dizer a todos vocês, meus irmãos e irmãs: SOU UM MILAGRE.
Sede abençoados!